A alimentação não causa TDAH, mas pode influenciar atenção, impulsividade e humor. Conheça os nutrientes e hábitos que ajudam o cérebro da criança a funcionar melhor.
Alimentação e cérebro: qual é a conexão?
O TDAH é uma condição neurobiológica, mas a alimentação modula sintomas importantes: oscilações de glicemia afetam a concentração, e nutrientes específicos participam da produção de dopamina — o neurotransmissor envolvido na atenção e na recompensa.
Crianças com TDAH também tendem a pular refeições (principalmente quando em uso de medicação que reduz o apetite), o que pode causar deficiências nutricionais e piorar a irritabilidade.
Nutrientes que fazem diferença
Alguns nutrientes têm evidência consistente no suporte à função cognitiva:
- Ômega-3 (EPA e DHA): presente em peixes, sardinha, linhaça e chia
- Ferro: a deficiência está associada a sintomas de desatenção; fontes incluem carnes, feijões e folhas verde-escuras
- Zinco e magnésio: participam da regulação de neurotransmissores
- Proteínas no café da manhã: ajudam a manter a glicemia estável e prolongam a saciedade
- Vitaminas do complexo B: essenciais para o metabolismo cerebral
O que reduzir
Alguns padrões alimentares podem intensificar agitação e dificuldade de concentração:
- Excesso de açúcar e ultraprocessados, que provocam picos e quedas de energia
- Corantes artificiais (principalmente em crianças sensíveis)
- Café da manhã pobre ou inexistente
- Bebidas açucaradas no lugar da água
Rotina é tratamento
Para crianças com TDAH, previsibilidade ajuda: horários regulares para refeições, lanches planejados para os horários de menor apetite causados pela medicação e um jantar nutritivo que aproveite o retorno da fome à noite.
No acompanhamento nutricional, construímos um plano que considera a rotina escolar, a medicação e as preferências da criança — com estratégias práticas para cada família.



