Alergia ao leite, ao ovo ou ao trigo não precisa significar restrição nutricional. Aprenda a reconhecer os sinais e a fazer substituições seguras e nutritivas.
Alergia, intolerância ou sensibilidade?
A alergia alimentar envolve resposta do sistema imunológico e pode causar desde sintomas leves (coceira, urticária, diarreia) até reações graves. A intolerância (como à lactose) envolve dificuldade de digestão, sem resposta imune. Já a sensibilidade alimentar pode gerar sintomas tardios e mais sutis.
Os alimentos mais associados a alergias na infância são leite de vaca, ovo, trigo, soja, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.
Sinais de alerta
Fique atenta a sintomas que aparecem após a alimentação:
- Pele: urticária, eczema que piora, inchaço nos lábios ou olhos
- Intestinais: vômitos, diarreia, sangue ou muco nas fezes, cólicas intensas
- Respiratórios: chiado, coriza persistente
- Comportamentais: irritabilidade e choro excessivo após mamar ou comer
- Dificuldade de ganho de peso (falha de crescimento)
Substituições nutritivas
Retirar um alimento sem planejamento pode gerar deficiências. Algumas trocas seguras:
- Leite de vaca: bebidas vegetais fortificadas com cálcio, fórmulas específicas para bebês (sempre com orientação)
- Ovo: em receitas, usar chia ou linhaça hidratada, purê de banana ou biomassa
- Trigo: farinhas de arroz, aveia sem glúten, mandioca, batata-doce
- Castanhas: sementes de abóbora e girassol oferecem gorduras boas e minerais
Leitura de rótulos e contaminação cruzada
Aprender a ler rótulos é essencial: a legislação brasileira exige destaque para os principais alérgenos. Atenção também à contaminação cruzada — traços de alérgenos em utensílios, superfícies e alimentos processados na mesma fábrica.
No consultório, elaboramos um plano alimentar completo que garante todos os nutrientes mesmo com as restrições, além de orientar a introdução segura de novos alimentos e, quando indicado pelo médico, o processo de reintrodução supervisionada.



