A alimentação da mãe impacta o desenvolvimento do bebê desde a gestação. Saiba quais nutrientes são essenciais em cada fase e como cuidar de você enquanto cuida dele.
A programação que começa na barriga
A nutrição materna influencia o desenvolvimento do cérebro, do sistema imunológico e até as futuras preferências alimentares do bebê — os sabores dos alimentos que a mãe consome chegam ao líquido amniótico e ao leite materno.
Gestantes bem nutridas têm menor risco de complicações como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e parto prematuro.
Nutrientes essenciais na gestação
Alguns nutrientes merecem atenção especial:
- Ácido fólico: fundamental no início da gestação para o fechamento do tubo neural
- Ferro: previne anemia e sustenta o aumento do volume sanguíneo
- Cálcio e vitamina D: formação óssea do bebê
- Ômega-3 (DHA): desenvolvimento cerebral e visual
- Colina e iodo: cognição e função tireoidiana
Na lactação, a mãe também precisa comer
A produção de leite aumenta a demanda energética em cerca de 500 kcal por dia. É comum a mãe se esquecer de si: pular refeições, viver de beliscos e café. Isso afeta energia, humor e até a qualidade do descanso possível.
Estratégias práticas ajudam muito: lanches nutritivos de fácil alcance, marmitas congeladas, boa hidratação e, quando indicado, suplementação individualizada.
Cólicas, refluxo e o que a mãe come
Em alguns bebês, proteínas da dieta materna (como a do leite de vaca) podem estar relacionadas a cólicas, refluxo e dermatites. A retirada de alimentos deve ser sempre orientada — dietas muito restritivas sem necessidade prejudicam a mãe sem beneficiar o bebê.
O acompanhamento nutricional no puerpério cuida da mãe e do bebê ao mesmo tempo, com planos realistas para uma fase em que praticidade é questão de sobrevivência.



